Fissura numa parede de habitação recente junto ao rodapé

Garantia de obras: que prazos tem e o que cobre

advogada maria pires

Dr.ᵃ Maria Pires · Advogada
cédula n.º 69543P

Sumário

  • Em edifícios e outros imóveis destinados por natureza a longa duração, o empreiteiro responde pelos defeitos que surjam nos cinco anos seguintes à entrega — artigo 1225.º do Código Civil.
  • Nas restantes obras, os direitos caducam um ano depois da recusa ou da aceitação com reserva, e nunca podem ser exercidos passados dois anos sobre a entrega (artigo 1224.º).
  • Ter garantia não chega: sem denúncia dentro do prazo, os direitos caducam na mesma (artigos 1220.º e 1225.º, n.º 2).

Em Portugal não existe “a garantia da obra”. Existem prazos diferentes, que contam de momentos diferentes, e que se perdem por razões diferentes. É por isso que tanta gente descobre tarde demais que tinha direito e já não tem — não porque o prazo da garantia tivesse acabado, mas porque falhou um prazo de denúncia de que nunca ouviu falar.

Esta página organiza os prazos todos num sítio só: quanto tempo o empreiteiro responde, em que janela tem de reclamar, a partir de que dia cada contagem começa, e o que a garantia cobre de facto. Se tem uma obra com problemas e não sabe em que prazo está, um advogado de empreitada consegue situá-lo a partir das datas.

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Índice
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    O que é a garantia de uma obra

    Resposta rápida: garantia de obras é o período durante o qual o empreiteiro responde pelos defeitos da obra que executou. O Código Civil não usa a palavra “garantia” como um bloco único — fixa prazos distintos consoante o tipo de obra, sendo o mais longo o dos cinco anos do artigo 1225.º, para edifícios e outros imóveis destinados por sua natureza a longa duração.

    O padrão que a obra tem de cumprir está no artigo 1208.º: executada em conformidade com o que foi convencionado e sem vícios que excluam ou reduzam o seu valor, ou a sua aptidão para o uso ordinário ou para o uso previsto no contrato.

    Há uma distinção que atravessa toda esta página e convém fixar já. Uma coisa é durante quanto tempo o empreiteiro responde. Outra, bem diferente, é quanto tempo tem para reclamar depois de descobrir o problema. São prazos independentes e perdem-se de forma independente — pode estar dentro dos cinco anos e ter perdido o direito por não ter denunciado a tempo.

    Que prazo tem a garantia de uma obra

    Tipo de obraO defeito tem de surgirPrazo de denúnciaPrazo para exercer os direitosArtigos
    Edifícios e outros imóveis destinados por natureza a longa duraçãoNos 5 anos a contar da entrega, ou no prazo de garantia convencionado1 anoIndemnização pedida no ano seguinte à denúncia. Os mesmos prazos valem para exigir a eliminação dos defeitos1225.º, n.os 1 a 3
    Obra recusada ou aceite com reserva30 dias do descobrimento1 ano da recusa ou da aceitação com reserva1220.º e 1224.º, n.º 1
    Obra aceite, defeitos desconhecidos do dono30 dias do descobrimento1 ano da denúncia, e nunca depois de 2 anos sobre a entrega1220.º e 1224.º, n.º 2
    Regresso do empreiteiro contra o subempreiteiroComunicar-lhe a denúncia em 30 dias da receção1226.º

    Regra geral: um ano, com teto de dois

    O artigo 1224.º estabelece que os direitos de eliminação dos defeitos, redução do preço, resolução do contrato e indemnização caducam se não forem exercidos dentro de um ano a contar da recusa da aceitação da obra ou da aceitação com reserva.

    O n.º 2 trata de quem aceitou a obra sem saber que tinha defeitos: aí o ano conta-se a partir da denúncia. Mas com um limite absoluto — em nenhum caso aqueles direitos podem ser exercidos depois de decorridos dois anos sobre a entrega da obra.

    Imóveis de longa duração: cinco anos

    O artigo 1225.º cria um regime próprio quando a empreitada tem por objeto a construção, modificação ou reparação de edifícios ou outros imóveis destinados por sua natureza a longa duração.

    Se, no decurso de cinco anos a contar da entrega — ou no decurso do prazo de garantia convencionado — a obra ruir total ou parcialmente, ou apresentar defeitos, por vício do solo ou da construção, modificação ou reparação, ou por erros na execução dos trabalhos, o empreiteiro é responsável pelo prejuízo causado ao dono da obra ou a terceiro adquirente.

    Repare nas últimas três palavras. A responsabilidade não morre com a venda do imóvel — acompanha-o.

    Como se articula este prazo com o teto de dois anos do artigo 1224.º? O artigo 1225.º abre com a fórmula “sem prejuízo do disposto nos artigos 1219.º e seguintes”, que inclui precisamente o 1224.º. A conjugação dos dois preceitos é matéria de interpretação e não é aqui que se resolve. O que se pode afirmar com segurança é o que cada norma diz — e é o que está na tabela acima.

    Daí a recomendação prática, que dispensa escolher entre leituras: fixe um prazo de garantia no contrato. O próprio artigo 1225.º o admite expressamente como alternativa aos cinco anos legais.

    Quando começa a contar o prazo

    PrazoConta a partir deArtigo
    5 anos, imóveis de longa duraçãoEntrega da obra1225.º, n.º 1
    30 dias para denunciarDescobrimento do defeito1220.º, n.º 1
    1 ano para exercer os direitosRecusa da aceitação ou aceitação com reserva1224.º, n.º 1
    1 ano para exercer, defeitos desconhecidosDenúncia1224.º, n.º 2
    Teto absoluto de 2 anosEntrega da obra1224.º, n.º 2
    1 ano para pedir a indemnização, longa duraçãoDenúncia1225.º, n.º 2

    Três marcos diferentes — entrega, descobrimento e aceitação — para prazos que muita gente trata como se fossem um só. É a razão mais comum para se perder um direito que existia.

    Entrega de chaves numa habitação acabada de concluir com documentos sobre a bancada

    Denunciar o defeito: 30 dias ou um ano

    Ter garantia e não denunciar equivale a não ter garantia. A denúncia é o ato que mantém o direito vivo, e a lei fixa-lhe prazos curtos.

    Regra geral: 30 dias do descobrimento

    Resposta rápida: o dono da obra deve denunciar ao empreiteiro os defeitos dentro dos 30 dias seguintes ao seu descobrimento, sob pena de caducidade dos direitos — artigo 1220.º, n.º 1, do Código Civil.

    O prazo conta-se do descobrimento, não da entrega. Um defeito que só se manifesta ao fim de três anos abre nesse momento a sua própria janela de 30 dias.

    O n.º 2 dá uma alternativa útil: equivale à denúncia o reconhecimento, por parte do empreiteiro, da existência do defeito. Se o empreiteiro admitir o problema por escrito, esse reconhecimento faz as vezes da denúncia.

    Longa duração: um ano para denunciar

    No regime do artigo 1225.º, o n.º 2 diz que a denúncia deve ser feita dentro do prazo de um ano e que a indemnização deve ser pedida no ano seguinte à denúncia. O n.º 3 estende esses mesmos prazos ao direito de exigir a eliminação dos defeitos.

    Uma nota de rigor: o artigo 1225.º, n.º 2 fixa o prazo de um ano mas não diz a partir de que momento ele conta. O texto é omisso nesse ponto. É uma omissão relevante, porque na prática é ela que determina se ainda está a tempo — e é matéria em que a interpretação varia. Perante um caso concreto, a contagem deve ser confirmada, não presumida.

    O que a garantia de obras cobre

    Defeitos de construção e vício do solo

    O artigo 1225.º, n.º 1 nomeia as causas que dão origem à responsabilidade do empreiteiro:

    • Vício do solo
    • Vício da construção, modificação ou reparação
    • Erros na execução dos trabalhos

    Não é uma lista de tipos de defeito — é uma lista de causas. O que determina a cobertura não é a aparência do problema, é a sua origem e o momento em que surge. Uma fissura pode ou não estar coberta consoante venha de erro de execução ou de uso indevido do imóvel.

    Ruína total ou parcial do imóvel

    O mesmo artigo cobre expressamente a hipótese de a obra ruir total ou parcialmente dentro do prazo. É o cenário mais grave e o que a norma tem primeiro em vista, mas não é o único: o texto acrescenta “ou apresentar defeitos”, o que abrange situações muito abaixo do colapso.

    Materiais: o mínimo é a qualidade média

    O artigo 1210.º responde a uma pergunta frequente. Os materiais e utensílios devem ser fornecidos pelo empreiteiro, salvo convenção ou uso em contrário. E, no silêncio do contrato, os materiais devem corresponder às características da obra e não podem ser de qualidade inferior à média.

    “Não inferior à média” é o mínimo legal. Não é gama alta, não é a marca que imaginou. Quem quer especificação concreta tem de a escrever no contrato — depois da obra feita, o padrão exigível é a média.

    advogada maria pires

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    Existe tabela de garantias na construção civil?

    Resposta rápida: não. A lei portuguesa não fixa nenhuma tabela de prazos de garantia por elemento construtivo. Não há um prazo legal próprio para a pintura, outro para a impermeabilização, outro para a canalização e outro para a estrutura.

    As tabelas que circulam em português — com prazos diferentes para cada elemento — provêm de normalização técnica brasileira e não têm valor legal em Portugal. Aplicá-las a uma obra portuguesa leva a conclusões erradas em ambos os sentidos: pode fazer alguém desistir de um direito que ainda tem, ou reclamar um que nunca teve.

    O Código Civil trabalha com dois eixos apenas:

    • A natureza do imóvel — se é ou não destinado por sua natureza a longa duração, o que separa os cinco anos do artigo 1225.º do regime geral do artigo 1224.º.
    • O momento — quando o defeito surgiu, quando foi descoberto, quando a obra foi entregue e aceite.

    Um elemento construtivo específico não tem prazo próprio. Tem o prazo da obra em que se insere.

    Isto não impede que o contrato faça o que a lei não fez. Nada obsta a que se fixem prazos de garantia distintos por especialidade — e essa é a via certa para quem quer a previsibilidade que a tabela prometia.

    Mancha de infiltração no teto de uma divisão com tinta a descolar

    Garantia de casa nova comprada ao construtor

    Resposta rápida: o regime dos cinco anos do artigo 1225.º aplica-se também ao vendedor de imóvel que o tenha construído, modificado ou reparado — é o n.º 4 do mesmo artigo.

    Esta extensão é decisiva e pouco conhecida. Quem compra casa nova ao promotor que a construiu não está a comprar a um mero vendedor: está a comprar a quem executou a obra, e o regime da empreitada acompanha-o. Os cinco anos, os prazos de denúncia e a responsabilidade pelos defeitos aplicam-se.

    Junte-se a isto o que o n.º 1 já dizia — que o empreiteiro responde pelo prejuízo causado ao dono da obra ou a terceiro adquirente — e o quadro fica completo: a responsabilidade segue o imóvel, não fica presa a quem encomendou a obra.

    Situação distinta é a compra de imóvel usado a um particular que não o construiu. Aí não se aplica este regime, mas há outro caminho, tratado em defeitos em imóvel usado.

    Garantia convencionada: o que pode fixar no contrato

     Garantia legalGarantia convencionada
    Onde estáCódigo Civil, artigos 1218.º a 1226.ºNo contrato de empreitada
    Prazo em imóveis de longa duração5 anos a contar da entregaO que as partes fixarem — o artigo 1225.º, n.º 1 admite-o expressamente como alternativa
    Aplica-se sem contrato escritoSimNão
    Principal vantagemExiste sempre, mesmo que ninguém se lembre delaRemove a discussão sobre qual o prazo aplicável
    O que convém acrescentarPrazo de resposta do empreiteiro, quem custeia a peritagem, e o que conta como entrega

    O ponto de partida de qualquer garantia é o que ficou escrito no contrato — e é aí que se resolve, antes de haver problema, a maior parte do que depois se discute. O enquadramento completo do contrato está em contrato de empreitada.

    Quando a garantia não se aplica

    Defeitos aparentes aceites sem reserva

    O artigo 1219.º estabelece duas regras que funcionam em conjunto:

    • O empreiteiro não responde pelos defeitos da obra se o dono a aceitou sem reserva, tendo conhecimento deles.
    • Presumem-se conhecidos os defeitos aparentes, tenha ou não havido verificação da obra.

    A segunda regra é a que apanha as pessoas desprevenidas. Não é preciso provar que reparou no defeito — se ele era aparente, a lei presume que sim.

    Obra não verificada antes de aceitar

    O artigo 1218.º manda o dono verificar a obra antes de a aceitar, dentro do prazo usual ou de um período razoável depois de o empreiteiro o colocar em condições de o fazer. Qualquer das partes pode exigir que a verificação seja feita por peritos, à sua custa.

    E o n.º 5 fecha com a consequência: a falta da verificação ou da comunicação dos seus resultados importa aceitação da obra.

    Não verificar não é adiar a decisão. É decidir.

    O que pode exigir dentro da garantia

    Dentro do prazo e feita a denúncia, a lei dá-lhe uma sequência de remédios — não uma escolha livre. Cada degrau só se abre quando o anterior falha:

    • Eliminação dos defeitos — artigo 1221.º, n.º 1. Cessa se as despesas forem desproporcionadas em relação ao proveito.
    • Nova construção, se os defeitos não puderem ser eliminados — artigo 1221.º, n.º 1.
    • Redução do preço, se os defeitos não forem eliminados nem a obra construída de novo — artigo 1222.º, n.º 1.
    • Resolução do contrato, além do requisito anterior, se os defeitos tornarem a obra inadequada ao fim a que se destina — artigo 1222.º, n.º 1.
    • Indemnização, cumulável com qualquer dos anteriores, nos termos gerais — artigo 1223.º.

    Como se faz cada um destes passos na prática — o que registar, como notificar o empreiteiro, o que dizer na carta — está em defeitos de obra.

    Aviso legal: este conteúdo é informativo e não substitui aconselhamento jurídico — cada caso depende de circunstâncias concretas que só podem ser avaliadas em consulta. A informação reflete o quadro legal à data da última revisão. Para analisar o seu caso, contacte a QUOR.

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    Perguntas frequentes

    Depende do tipo de obra. Em edifícios e outros imóveis destinados por sua natureza a longa duração, o artigo 1225.º do Código Civil responsabiliza o empreiteiro pelos defeitos ou ruína que surjam nos cinco anos a contar da entrega, ou no prazo de garantia convencionado. Nas restantes obras aplica-se o artigo 1224.º, com um ano para exercer os direitos e um teto de dois anos sobre a entrega.

     

     

    São normas diferentes, com âmbitos diferentes. Os cinco anos do artigo 1225.º valem para imóveis destinados por natureza a longa duração. O teto de dois anos do artigo 1224.º, n.º 2 vale para o regime geral. O artigo 1225.º abre com a fórmula "sem prejuízo do disposto nos artigos 1219.º e seguintes", pelo que a articulação entre ambos é matéria de interpretação. A solução prática é fixar prazo de garantia no contrato, que o próprio artigo 1225.º admite.

     

    Trinta dias a contar do descobrimento do defeito, nos termos do artigo 1220.º, n.º 1 do Código Civil, sob pena de caducidade. No regime dos imóveis de longa duração, o artigo 1225.º, n.º 2 fixa o prazo de um ano.

     

    Não. A lei portuguesa não fixa prazos de garantia por elemento construtivo. As tabelas que circulam com prazos distintos para pintura, impermeabilização ou estrutura vêm de normalização técnica brasileira e não têm valor legal em Portugal. O que a lei fixa são prazos consoante a natureza do imóvel e o momento em que o defeito surge.

     

    Sim. O artigo 1225.º, n.º 4 do Código Civil estende o regime ao vendedor de imóvel que o tenha construído, modificado ou reparado. E o n.º 1 do mesmo artigo prevê a responsabilidade pelo prejuízo causado ao dono da obra ou a terceiro adquirente.

     

    O artigo 1225.º não lista tipos de defeito — lista causas: vício do solo, vício da construção, modificação ou reparação, e erros na execução dos trabalhos. Uma infiltração está coberta se resultar de alguma dessas causas e se surgir dentro do prazo. A origem tem de ser apurada caso a caso.

     

    Sim. O artigo 1219.º afasta a responsabilidade do empreiteiro se o dono aceitou a obra sem reserva tendo conhecimento dos defeitos, e presume conhecidos os defeitos aparentes. O artigo 1218.º, n.º 5 acrescenta que a falta de verificação da obra importa aceitação.

     

    Código Civil — Decreto-Lei n.º 47344/66, versão consolidada, Capítulo XII

    • Artigo 1208.º — Execução da obra. Em conformidade com o convencionado e sem vícios que excluam ou reduzam o valor da obra, ou a sua aptidão para o uso ordinário ou previsto no contrato.
    • Artigo 1210.º — Fornecimento dos materiais. Cabem ao empreiteiro, salvo convenção ou uso. No silêncio do contrato, não podem ser de qualidade inferior à média.
    • Artigo 1218.º — Verificação da obra. O dono deve verificar antes de aceitar. A falta de verificação ou de comunicação importa aceitação.
    • Artigo 1219.º — Casos de irresponsabilidade do empreiteiro. Não responde se o dono aceitou sem reserva com conhecimento dos defeitos. Presumem-se conhecidos os defeitos aparentes.
    • Artigo 1220.º — Denúncia dos defeitos. Trinta dias a contar do descobrimento, sob pena de caducidade. O reconhecimento pelo empreiteiro equivale a denúncia.
    • Artigo 1221.º — Eliminação dos defeitos. Eliminação ou, não sendo possível, nova construção. Cessa se as despesas forem desproporcionadas em relação ao proveito.
    • Artigo 1222.º — Redução do preço e resolução do contrato. Subsidiários. A resolução exige que os defeitos tornem a obra inadequada ao fim a que se destina.
    • Artigo 1223.º — Indemnização. Cumulável com os demais direitos, nos termos gerais.
    • Artigo 1224.º — Caducidade. Um ano da recusa da aceitação ou da aceitação com reserva. Sendo os defeitos desconhecidos, conta-se da denúncia, não podendo os direitos ser exercidos depois de dois anos sobre a entrega.
    • Artigo 1225.º — Imóveis destinados a longa duração. Cinco anos a contar da entrega ou prazo de garantia convencionado, para ruína total ou parcial ou defeitos por vício do solo, da construção, modificação ou reparação, ou erros na execução. Responsabilidade perante o dono da obra ou terceiro adquirente. Denúncia em um ano; indemnização no ano seguinte; mesmos prazos para a eliminação dos defeitos. Aplicável ao vendedor de imóvel que o tenha construído, modificado ou reparado. Redação do Decreto-Lei n.º 267/94, em vigor desde 1 de janeiro de 1995.
    • Artigo 1226.º — Responsabilidade dos subempreiteiros. O direito de regresso caduca se a denúncia não for comunicada ao subempreiteiro em trinta dias.
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