A incapacidade permanente parcial é uma realidade que afeta muitos trabalhadores após um acidente de trabalho. Compreender o seu funcionamento e os direitos a indemnização é essencial para garantir a proteção e o apoio necessários.
Este artigo esclarece os principais aspetos relacionados com a incapacidade permanente parcial e como um advogado de acidente de trabalho pode ser fundamental neste processo.
O que é a Incapacidade Permanente Parcial?
A Incapacidade Permanente Parcial (IPP) surge quando um trabalhador sofre um acidente de trabalho e, como consequência, fica com sequelas definitivas que reduzem a sua capacidade para exercer a sua atividade profissional ou qualquer outra função remunerada.
Apesar dessa limitação, o trabalhador não fica totalmente impedido de trabalhar. Ou seja, continua apto para desempenhar tarefas, mas com menor capacidade física, funcional ou cognitiva do que antes do acidente.
A redução da capacidade de trabalho é avaliada por peritos médicos com base na Tabela Nacional de Incapacidades. O resultado desta avaliação é expresso numa percentagem, que determina:
- A gravidade da incapacidade;
- A existência do direito a indemnização;
- O montante a receber como compensação.
Em resumo, a IPP caracteriza-se por:
- Redução definitiva da capacidade de trabalho ou de ganho;
- Manutenção da possibilidade de exercer funções compatíveis;
- Avaliação médica especializada com base em critérios legais;
- Percentagem atribuída que influencia o valor da indemnização.
Como é Determinado o Grau de Incapacidade?
O grau de incapacidade permanente parcial é definido por uma equipa de peritos médicos, por meio de uma avaliação clínica e funcional rigorosa. Esta avaliação segue os critérios da Tabela Nacional de Incapacidades, publicada em Diário da República, e vai determinar quanto a lesão afeta, de forma permanente, a capacidade de trabalho do sinistrado.
Não se trata apenas de analisar a lesão, mas sim o seu impacto real na vida profissional da pessoa afetada.
Durante a avaliação, os peritos consideram:
- A localização e gravidade da lesão sofrida;
- A atividade profissional habitual do trabalhador;
- A possibilidade de reintegração noutros contextos laborais;
As limitações funcionais permanentes decorrentes do acidente; - A eventual existência de doenças anteriores ou agravantes.
O resultado é expresso numa percentagem de incapacidade, que:
✔ Define se o trabalhador tem direito a indemnização;
✔ Influencia o valor a receber, seja por pensão ou remição;
✔ Serve como base para futuras decisões médicas e legais.
Nota importante: A percentagem atribuída pode ser contestada. Se tiver dúvidas ou sentir-se prejudicado, o apoio de um advogado de acidente de trabalho pode ser decisivo.
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Indemnização por Incapacidade Permanente Parcial
Se for atribuído um grau de incapacidade permanente parcial (IPP) após um acidente de trabalho, tem direito a uma indemnização compensatória. Este valor visa reparar, de forma justa, o impacto das lesões na sua vida profissional e capacidade de ganho.
O valor da indemnização depende de vários fatores. Cada um deles é analisado para garantir que a compensação reflete a realidade do trabalhador.
Principais elementos que influenciam o valor da indemnização:
- Grau de incapacidade atribuído
Percentagem que traduz a perda da capacidade de trabalho e/ou de ganho. Quanto maior o grau, maior tende a ser o valor da indemnização. - Retribuição anual do trabalhador
Baseia-se no salário bruto anual auferido antes do acidente. Serve como ponto de referência para o cálculo da compensação. - Idade do sinistrado
Pode afetar o montante a receber, sobretudo quando se opta por converter a pensão vitalícia num pagamento único (remição).
Formas de pagamento da indemnização:
A indemnização pode ser atribuída de duas formas, conforme a percentagem de incapacidade e as regras aplicáveis:
- Pensão vitalícia
Pagamento periódico, geralmente mensal, atribuído ao trabalhador enquanto viver. - Remição da pensão
Pagamento único que substitui a pensão mensal. Aplica-se a casos específicos, sobretudo quando a percentagem de incapacidade não atinge determinados limites legais.
Procedimentos para Requerer a Indemnização
Se sofreu um acidente de trabalho e ficou com uma incapacidade permanente parcial, tem direito a ser compensado. Para garantir a indemnização a que tem direito, é essencial seguir os passos corretos — e cumprir todos os prazos.
A seguir, explicamos o que deve fazer:
- Comunicar o acidente de imediato
Informe a entidade empregadora assim que possível. Esta deve, por sua vez, participar o acidente à seguradora de acidentes de trabalho. - Realizar avaliação médica especializada
Será convocado para uma avaliação por peritos médicos. Estes profissionais determinam o grau de incapacidade com base na Tabela Nacional de Incapacidades e tendo em conta a natureza da lesão, a sua profissão e o impacto na sua capacidade de trabalho. - Aguardar a decisão da seguradora
Com base no relatório médico, a seguradora irá calcular o montante da indemnização e apresentar-lhe uma proposta. - Analisar a proposta com atenção
Nunca aceite uma proposta sem antes compreender os valores envolvidos. Em caso de dúvida ou desacordo, recorra a um advogado especializado. - Negociar ou contestar, se necessário
Caso discorde do grau de incapacidade atribuído ou do valor da indemnização, pode pedir uma segunda avaliação ou recorrer judicialmente.
Resumo dos passos essenciais:
- Participar o acidente junto da entidade empregadora
- Confirmar que a seguradora foi notificada
- Submeter-se à avaliação médica oficial
- Receber e analisar a proposta de indemnização
- Recorrer a apoio jurídico se a proposta for injusta
Acompanhamento jurídico aumenta as hipóteses de receber uma compensação justa e de evitar erros que comprometam os seus direitos.
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Importância de um Advogado de Acidente de Trabalho
Contar com o apoio de um advogado de acidentes de trabalho é crucial para assegurar que todos os direitos são respeitados e que a indemnização atribuída é justa e adequada. Um profissional experiente pode:
- Orientar em todo o processo: desde a participação do acidente até à obtenção da indemnização.
- Assegurar uma avaliação médica imparcial: garantindo que o grau de incapacidade é corretamente determinado.
Negociar com a seguradora: visando obter o melhor acordo possível para o trabalhador.
Conclusão: Não Deixe os Seus Direitos Por Reclamar
Uma incapacidade permanente parcial pode comprometer o seu futuro profissional e financeiro. Quanto mais informado estiver, maior a probabilidade de obter uma indemnização justa.
Se tem dúvidas sobre a proposta da seguradora, ou se sente que o valor está abaixo do que merece, não espere:
- Agende uma consulta com um advogado;
- Proteja os seus direitos antes que seja tarde;
- Receba a compensação adequada ao seu caso.
Fale com a QUOR Advogados e receba a orientação que precisa.
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FAQ - Perguntas Frequentes
É uma redução definitiva da capacidade de trabalho ou de ganho, resultante de um acidente de trabalho, que permite ao trabalhador continuar a exercer a sua profissão, embora com limitações.
A indemnização é calculada com base no grau de incapacidade atribuído, na retribuição anual do trabalhador e, em alguns casos, na sua idade.
A pensão vitalícia é um pagamento periódico ao longo da vida do sinistrado, enquanto a remição consiste num pagamento único, correspondente ao valor atual da pensão.
Não. O trabalhador tem o direito de contestar a proposta da seguradora e negociar uma indemnização que considere justa.
O tempo varia consoante a complexidade do caso, mas é importante agir rapidamente e cumprir todos os prazos legais para não comprometer o direito à indemnização.
Sim, desde que as novas funções sejam compatíveis com as limitações resultantes da incapacidade.
Deve procurar aconselhamento jurídico para avaliar as opções legais disponíveis e, se necessário, recorrer aos tribunais para reivindicar os seus direitos.