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Homem adulto em pé à entrada de um apartamento vazio, segurando documentos, com luz natural a entrar pelas janelas e sinais de ausência de mobiliário no espaço.

O que preparar para iniciar um processo de despejo sem erros

monica peq 2026

Dr.ᵃ Mónica Martins · Advogada
cédula n.º 69871P

Sumário

  • Iniciar um processo de despejo exige preparação documental rigorosa e cumprimento prévio de formalidades legais.
  • Comunicações corretas e prova documental adequada evitam recusas e atrasos.
  • Erros na fase inicial podem atrasar o despejo por meses e aumentar custos.

Quando um inquilino entra em incumprimento prolongado, muitos senhorios chegam ao mesmo ponto: a necessidade de recuperar o imóvel. 

No entanto, avançar para um processo de despejo de arrendamento sem preparação adequada pode transformar um problema sério num processo ainda mais longo e oneroso.

Este artigo explica o que deve ser preparado antes de iniciar um despejo, quais os documentos e provas mais comuns, e de que forma a organização inicial influencia prazos e custos, ajudando a decidir como avançar com maior segurança jurídica.

Aviso Legal: A informação apresentada é de natureza geral e não substitui a análise do seu caso concreto por um advogado

Índice
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    O que fazer nas primeiras 24 horas após decidir avançar

    Após esgotadas as tentativas de resolução informal, a decisão de avançar para o despejo deve ser acompanhada de uma atuação organizada e imediata. Conte com a ajuda de um advogado imobiliário.

    Em regra, os primeiros passos passam por:

    • Identificar o tipo de incumprimento, pois a resposta legal varia conforme a causa (falta de pagamento, uso indevido, obras não autorizadas, entre outras).
    • Verificar o contrato de arrendamento, confirmando se está assinado, em vigor e se existem aditamentos ou renovações relevantes.
    • Reunir a documentação já disponível, nomeadamente comprovativos de rendas pagas e em falta, bem como trocas de correspondência com o inquilino.

    Esta fase inicial não resolve o problema, mas evita erros básicos que podem comprometer todo o processo.

    Nota: Pode consultar informação pública disponível em DGAJ

    Duas pessoas sentadas à mesa de uma cozinha, uma a olhar para o telemóvel e outra para um caderno aberto, num ambiente doméstico simples e funcional.
    As primeiras horas não resolvem tudo, mas evitam erros difíceis de corrigir.

    Checklist de documentos para iniciar um processo de despejo

    Para iniciar um processo de despejo com segurança, é essencial reunir documentação que demonstre a relação contratual e o incumprimento.

    Em termos gerais, os documentos mais comuns incluem:

    • Contrato de arrendamento (original ou cópia autenticada), como prova da relação jurídica.
    • Comprovativo da comunicação de resolução do contrato, quando o despejo assenta nessa modalidade.
    • Aviso de receção da comunicação enviada ao inquilino, demonstrando que este foi validamente notificado.
    • Caderneta predial, para identificação do imóvel.
    • Comprovativo do pagamento do Imposto do Selo, frequentemente relevante para demonstrar a regularidade fiscal do contrato.

    Nos termos do art. 15.º do NRAU, determinados documentos permitem constituir base para a execução para entrega do imóvel, mas a exigência concreta pode variar consoante o caso.

    Quer orientação para fazer de forma mais segura?

    Provas mais comuns nesses processos

    Nos processos de despejo, a prova é maioritariamente documental.

    Entre as provas mais frequentes encontram-se:

    • Comunicações formais (cartas de interpelação ou resolução), que devem cumprir os requisitos legais, nomeadamente o envio por carta registada com aviso de receção (art. 9.º do NRAU)
    • Extratos bancários, para demonstrar a ausência de pagamento das rendas nas datas acordadas.
    • Registos fotográficos ou relatórios técnicos, especialmente quando estão em causa obras não autorizadas ou deterioração do imóvel.

    A recolha tardia ou incompleta destas provas é uma das principais causas de fragilidade do processo. Um advogado imobiliário ajuda-o a precaver-se.

    Pessoa a fotografar danos numa parede de um apartamento com um telemóvel, enquanto outra segura um envelope com documentos ao lado.
    O que fica registado pesa mais do que o que foi apenas dito.

    Prazos e custos associados ao início do despejo

    O início do despejo envolve custos e prazos que devem ser ponderados desde o início.

    Do ponto de vista financeiro, podem estar em causa:

    • Taxas de justiça, calculadas com base no valor da causa;
    • Honorários jurídicos, quando existe acompanhamento por advogado;
    • Custos adicionais, como notificações ou diligências executivas.

    Nos termos do art. 298.º do Código de Processo Civil, o valor da causa corresponde, em regra, ao valor de dois anos e meio de renda, acrescido das rendas em dívida.

    Quanto aos prazos, a preparação é determinante. Em determinadas situações, o senhorio tem de aguardar o prazo legal após a resolução do contrato antes de avançar, o que significa que erros iniciais podem traduzir-se em meses adicionais de espera.

    Diferença entre preparação adequada e preparação insuficiente

    A forma como o processo é preparado tem impacto direto no seu andamento.

    • Preparação adequada: documentação completa, comunicações válidas e requerimento corretamente instruído tendem a evitar recusas iniciais e pedidos de esclarecimento.
    • Preparação insuficiente: a falta de documentos essenciais pode levar à recusa do requerimento ou a despachos de aperfeiçoamento, atrasando o processo por semanas ou meses.

    A preparação não garante rapidez, mas reduz riscos evitáveis que frequentemente penalizam o senhorio.

    Perguntas frequentes

    Em determinadas fases, como no Procedimento Especial de Despejo, pode ser possível. Contudo, se existir oposição e o processo seguir para tribunal, a constituição de advogado imobiliário pode tornar-se obrigatória, dependendo do valor da causa.

    Os comprovativos de notificação do inquilino. Cartas sem aviso de receção ou comunicações informais são causas comuns de rejeição do pedido.

    A participação fiscal é exigida. O registo predial só é obrigatório em determinadas situações, mas a sua ausência pode ter impacto jurídico, exigindo análise concreta.

    Depende do enquadramento legal. A lei prevê fundamentos específicos, como mora igual ou superior a três meses ou atrasos reiterados, mas cada caso deve ser analisado.

    Não. A preparação reduz erros formais, mas o inquilino pode exercer direitos de defesa ou pedir o diferimento da desocupação.

    Quando a consulta jurídica é indispensável

    A consulta jurídica é particularmente relevante quando não existe contrato escrito, quando o inquilino beneficia de regimes de proteção específicos ou quando o fundamento do despejo não é a falta de pagamento, exigindo prova mais complexa.

    googleAvaliações
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    Basedo em 281 Avaliações
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    monica peq 2026

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